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MARI

Qual a diferença entre os cílios dos pseudópodes e em quantos protozoários eles são encontrados?


Perguntado em Ciências Sociais - última atividade: 2 ano(s) atrás
Publicada em: 15/05/2011

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PROTOZOÁRIOS



O Reino Protista agrupa organismos eucariontes, unicelulares, autótrofos e heterótrofos. Neste reino se colocam as algas inferiores: euglenófitas, pirrófitas (dinoflagelados) e crisófitas (diatomáceas), que são Protistas autótrofos (fotossintetizantes). Os protozoários são Protistas heterótrofos (www.terravista.pt/bilene/5547/biologia/Celula/Protoz23.htm).

Eles habitam a água e o solo. Este reino é constituído por cerca de 65.000 espécies conhecidas, das quais 50% são fósseis e o restante ainda vive hoje; destes, aproximadamente 25.000 são de vida livre, 10.000 espécies são parasitos dos mais variados animais e apenas cerca de 30 espécies atingem o homem (TORTORA, 2000).



Figura 01: Ilustração de protozoários e euglena.



É uma única célula que, para sobreviver, realiza todas as funções mantenedoras da vida: alimentação, respiração, reprodução, excreção e locomoção. Para cada função existe uma organda própria, como, por exemplo:

-cinetoplasto: provavelmente é uma mitocôndria especializada, sendo muito rico em DNA;

-corpúsculo basal: base de inserção de cilios e flagelos;

-reservatório: supõe-se que seja um local de secreção, excreção e ingestão de macromoléculas, por pinocitose;

-lisossoma: permite a digestão intracelular de partículas;

-aparelho de Golgi: síntese de carboidratos e condensação da secreção proteica;

-reticulo endoplasmático: a) live—síntese de esteroides; b) granuloso—síntese de proteínas;

-mitocôndria: produção de energia;

-microtúbulos: movimentos celulares (contração e distensão);

-flagelos, cílios, membrane ondulante e pseudopodos: locomoção;

-axonema: eixo do flagelo;

-citóstoma: permite ingestão de partículas(www.terravista.pt/bilene/5547/biologia/Celula/Protoz23.htm).

Cada organela é mais ou menos semelhante nas varias espécies, entretanto, ocorrem pequenas diferenças que podem ser observadas ao microscópio óptico ou unicamente ao microscópio eletrônico. Aliás, hoje, a protozoologia só pode ser bem estudada à luz do microscópio eletrônico e da bioquímica e fisiologia celular (www.terravista.pt/bilene/5547/biologia/Celula/Protoz23.htm).

Quanto a sua morfologia, os protozoários apresentam grandes variações, conforme sue fase evolutiva e meio a que estejam adaptados. Podem ser esféricos, ovais ou mesmo alongados. Alguns são revestidos de cílios, outros possuem flagelos, e existem ainda os que não possuem nenhuma organela locomotora especializada (www.terravista.pt/bilene/5547/biologia/Celula/Protoz23.htm).

Dependendo da sua atividade fisiológica, algumas espécies possuem fases bem definidas. Assim, temos:

Trofozoíto: É a forma ativa do protozoário, na qual ele se alimenta e se reproduz, por diferentes processos.

Cisto: É a forma de resistência ou inativa. O protozoário secreta uma parede resistente (parede cística) que o protegerá quando estiver em meio impróprio ou em fase de latência. Freqüentemente há divisão nuclear interna durante a formação do cisto.

Gameta: É a forma sexuada, que aparece em algumas espécies. O gameta masculino é o microgameta, e o feminino é o macrogameta.



Figura 02: Ilustração de um protozoário ciliado e suas organelas.



Reprodução

Encontramos os seguintes tipos de reprodução:

Assexuada

divisão binária ou cissiparidade;

brotamento ou gemulação;

esquizogonia: é uma fissão múltipla; o núcleo se divide múltiplas vezes antes da célula se dividir. Após a formação de vários núcleos, uma pequena porção do citoplasma se concentra ao redor de cada núcleo e então, uma única célula se separa em células-filhas (www.terravista.pt/bilene/5547/biologia/Celula/Protoz23.htm).

Sexuada

Existem dois tipos de reprodução sexuada:

conjugação: união temporária de dois indivíduos, com troca mútua de materiais nucleares(www.terravista.pt/bilene/5547/biologia/Celula/Protoz23.htm);



singamia ou fecundação: união de microgameta e macrogameta formando o ovo ou zigoto, o qual pode dividir-se para fornecer um certo número de esporozoítos. O processo de formação de gametes recebe o nome de gametogonia e o processo de formação dos esporozoítos recebe o nome de esporogonia (TORTORA, 2000).

Nutrição

Quanto ao tipo de alimentação, os protozoários podem ser:



holofíticos ou autotróficos: são os que, a partir de grãos ou pigmentos citoplasmáticos (cromatóforos), conseguem sintetizar energia a partir da luz solar (fotossíntese);



holozóicos ou heterotróficos: ingerem partículas organicas, digerem-nas (enzimas) e, posteriormente, expulsam os metabólitos. Essa ingestão se dá por fagocitose (ingestão de partículas sólidas) ou pinocitose (ingestão de partículas líquidas);



saprozóicos: "absorvem", substancias inorganicas, já decompostas e dissolvidas em meio líquido;



mixotróficos: quando são capazes de se alimentar por mais de um dos métodos acima descritos (www.terravista.pt/bilene/5547/biologia/Celula/Protoz23.htm).



Figura 03: Desenho de um protozoário heterotrófico se alimentando por fagocitose.



Digestão

Nas espécies de vida livre há formação de vacúolos digestivos. As partículas alimentares são englobadas por pseudópodos ou penetram por uma abertura pré-existente na membrana, o citóstoma. Já no interior da célula ocorre digestão, e os resíduos sólidos não digeridos são expelidos em qualquer ponto da periferia, por extrusão do vacúolo, ou num ponto determinado da membrana, o citopígio ou citoprocto (www.biomania.com.br/protista).

Respiração

Podemos encontrar dois tipos fundamentais:

aeróbicos: são os protozoários que vivem em meio rico em oxigênio;

anaeróbicos: quando vivem em ambientes pobres em oxigênio(www.terravista.pt/bilene/5547/biologia/Celula/Protoz23.htm).



Locomoção

A movimentação dos protozoários é feita com auxílio de uma ou associação de duas ou mais das organelas abaixo:

Pseudópodes: são expansões citoplasmaticas transitórias que a célula emite para se locomover e capturar alimentos.

Flagelos: são prolongamentos da cutícula formando filamentos longos. São dotados de movimentos ondulatórios e serpenteados, permitindo o deslocamento da célula e a captura de alimento.

Cilios: tem as mesmas estruturas do flagelos, diferindo por serem menores e aparentemente em grande número, movimentando-se em conjunto. Seu batimento produzem uma corrente que facilita a captura de alimentos e locomoção (www.terravista.pt/bilene/5547/biologia/Celula/Protoz23.htm).



Figura 04: Desenho esquemático de uma Amoeba se movendo por extensão de seu citoplasma, denominado de pseudópodes.



Como os protozoários são um grupo grande e diverso, esquemas atuais de classificação das espécies de protozoários em filos e subfilos são baseados na motilidade, superfície celular, estruturas para alimentação, estrutura nuclear, e até a presença de bactérias simbióticas (TORTORA, 2000).

Seu filos são: Mastigosphora (flagelados), como Trypanossoma, Giardia, Leishmania; Sarcodina, como as amebas; Ciliophora (ciliados), como o Paramecium; Sporozoa, como o Plasmodium, Toxoplasma; Euglenoides, como as euglenas.

Doenças causadas por protozoários

Muitos protozoários causam doenças nos seres humanos. Entre elas, estão a amebíase ou disenteria amebiana, a doença de Chagas, a úlcera de Bauru, a giardíase e a malária.

O homem adquire a amebíase ou disenteria amebiana ao ingerir água ou alimentos contaminados por uma ameba, a Entamoeba histolytica. Esta ameba parasita principalmente o intestino grosso dos seres humanos, onde provoca ulcerações e se alimenta de glóbulos vermelhos do sangue. No intestino, essa ameba se reproduz assexuadamente por cissiparidade e, algumas delas, formam cistos, estruturas que possuem uma membrana resistente e que contêm alguns núcleos celulares. Eliminados com as fezes, os cistos podem contaminar a água e alimentos diversos, como as verduras. Se forem ingeridos, esses cistos se rompem no tubo digestivo, libertando novas amebas, que recomeçam um novo ciclo. As pessoas com amebíase eliminam fezes líquidas, às vezes com sangue e quase sempre acompanhadas de fortes dores abdominais. Para evitar essa doença é necessário ferver a água que se vai beber e lavar muito bem as verduras e frutas, além de cuidados higiênicos, como a lavagem de mãos, principalmente antes das refeições (www.portalbrasil.net/educacao_seresvivos_protistas.htm).

A doença de Chagas é causada pelo tripanossomo (Trypanosoma cruzi), protozoário que vive no intestino de um percevejo sugador de sangue, conhecido popularmente como barbeiro. Esse percevejo vive em frestas de paredes, chiqueiros e paióis. À noite, saem de seus esconderijos e vão sugar o sangue das pessoas que dormem. Quando alguém é picado pelo percevejo pode contrair a doença da seguinte forma: durante a picada, o barbeiro infestado elimina fezes contendo o tripanossomo. Coçando o local da picada, a pessoa espalha as fezes do barbeiro e introduz o parasita em seu organismo, através do pequeno orifício feito pela picada. Uma vez na corrente sangüínea, o tripanossomo atinge o coração. Ali ele se fixa, podendo causar a morte da vítima. As principais medidas para evitar a doença de Chagas consistem em substituir moradias de barro e de madeira por outras de tijolos, que não tenham frestas onde o barbeiro possa se esconder; e exigir, em transfusões de sangue, a garantia de que o sangue doado não esteja contaminado com tripanossomos.



Figura 05: Tripanossoma cruzy no sangue de um paciente infectado.



Doença que ataca a pele e as mucosas dos lábios e do nariz produzindo muitas feridas, a úlcera de Bauru é provocada pela Leishmania brasiliensis, um protozoário parecido com o tripanossomo. Transmitida pela picada do mosquito flebótomo, a doença é conhecida com esse nome, porque foi muito comum na cidade de Bauru, em anos passados(www.portalbrasil.net/educacao_seresvivos_protistas.htm).

Provocada pela giárdia (Giardia lamblia), flagelado que parasita o intestino humano, a doença geralmente causa fortes diarréias, podendo levar o doente à desidratação. É transmitida através de água e alimentos contaminados pelo protozoário. Evita-se essa doença com as mesmas medias utilizadas contra a amebíase (www.portalbrasil.net/educacao_seresvivos_protistas.htm).

A malária é provocada por protozoários do gênero Plasmodium e é transmitida ao homem por meio da picada do mosquito, anófele, ao sugar-lhe o sangue para se alimentar. Durante a picada, o mosquito libera saliva, que contém o protozoário plasmódio. Então o parasita entra no sangue da pessoa e se instala em órgãos diversos, como o fígado e o baço, onde se multiplica. Após um certo período, os parasitas retornam ao sangue e penetram nos glóbulos vermelhos, onde voltam a se multiplicar. Os glóbulos parasitados se rompem liberando novos protozoários que passam a infectar outros glóbulos vermelhos. A malária provoca febre muito alta, que coincide com os períodos em que os parasitas arrebentam os glóbulos vermelhos, liberando toxinas na corrente sangüínea. Se não for combatida pode causar a morte do doente. A pulverização de córregos, lagoas e poças de água parada, com inseticida, é uma das maneiras de combater os mosquitos transmissores da malária. É na água que os mosquitos põem seus ovos para se reproduzirem (www.portalbrasil.net/educacao_seresvivos_protistas.htm).

A toxoplasmose é uma doença causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. A transmissão se dá por contato com animais domésticos - principalmente gatos - ou por suas fezes. As fezes dos gatos podem conter cistos (formas resistentes) do parasita, que são disseminados por animais, como moscas e baratas. O homem adquire a doença quando ingere diretamente o cisto ou carne mal cozida que o contenha.Os sintomas da doença são, na maioria das vezes, muito semelhantes aos de várias outras doenças: mal-estar, febre, dores de cabeça e musculares, prostração e febre que pode durar semanas ou meses. Após alguns dias há também aumento dos gânglios linfáticos em todo o corpo. Normalmente, a doença evolui de forma benigna e desaparece sem deixar seqüelas no organismo. Às vezes, porém, pode causar lesões oculares, com perda parcial ou quase total da visão. Daí sua gravidade. Em mulheres grávidas, o protozoário pode atingir o feto, provocando-lhe cegueira, deficiência mental e até mesmo a morte (www.portalbrasil.net/educacao_seresvivos_protistas.htm).

Trichomonas vaginalis é responsável pela doença chamada tricomoníase, é encontrado na vagina e no trato urinário masculino. Normalmente é transmitido pelo contato sexual, mas também pode ser transmitido em banheiros e por toalhas
Figura 06: Trichomonas vaginalis vista em mocroscópio eletrônico.
Os protozoários na biotecnologia
Depois das bactérias, os protozoários são os organismos mais numerosos no lodo ativado, quando se tem boas condições de operação do processo. O principal grupo de protozoários encontrados nos lodos ativados são ciliados. Eles normalmente representam aproximadamente 5% do peso seco dos sólidos em suspensão presentes no tanque de aeração. Em ordem decrescente, segundo o Water Pollution Research Laboratory (W.P.R.L.), as espécies encontradas no processo de lodos ativados são: Aspidisca costata; Vorticella alba; Opercularia coarctata; Trachelophyllum pusillum, Vorticella striata; Vorticella microstoma; Chilodonelha uncinata; Vorticella convallaria; Uronema nigricans; Epistylis plicatilis; Hemiophrys plenrosigma; Aspidisca lynceus e Colpoda
Experiências desenvolvidas no W.P.R.L. (Inglaterra) permitiram concluir que os protozoários tem uma bem definida e útil participação no processo de lodos ativados. Na ausência de protozoários, um grande número de bactérias que não floculam e conseqüentemente não sedimentam, seguem com o efluente final do processo, porém decresce grandemente quando uma população de protozoários ciliados está presente nos lodos. Pesquisas efetuadas pelo W.P.R.L. também sugerem que a ação predatória por parte dos protozoários é o principal mecanismo pelo qual as bactérias livres são removidas do efluente, enquanto que a indução da floculação pelos protozoários é de importância secundária. Portanto, os protozoários teriam una função importante na clarificação do efluente do processo. Em relação à qualidade do efluente final a identificação de certos tipos de protozoários pode fornecer informações de interesse. Em geral, a presença de protozoários flagelados e de rizópodes indicam que o efluente final não é de boa qualidade. Existem, porém, exceções como por exemplo a Arcella, que é um rizópode indicativo de efluentes que sofreram nitrificação e, pois, de boa qualidade. Outro gênero de rizópode, Amoeba, também é muito comum em lodos de sistemas com efluentes de boa qualidade
Muitas espécies de Vorticella, um ciliado pedunculado, ocorrem em lodos de sistemas eficientes, juntamente com Opercularia. Aspidisca e Lionotus, porém, a presença de Vorticella microstoma no lodo é comumente associada a sistema de baixa eficiência. Aspidisca costata, presente no lodo, indica boa nitrificação do processo, uma vez que se alimenta de bactérias nitrificadoras. Paramecium caudatum, um ciliado característico de lodos de sistemas não muito eficiente, às vezes aparece em lodos de sistemas de alta eficiência, porém, sua concentração oscila
Os cílios e flagelos são flexíveis prolongamentos da membrana celular, que variam de comprimento, sendo responsáveis pelo movimento de células como o espermatozóide e organismos unicelulares como o Paramecium.

Essas estruturas são construídas a partir de microtúbulos e proteínas motoras (dineínas).

Os pseudópodes são estruturas transitórias da membrana celular, expansões que “puxam” o organismo na direcção pretendida, desaparecendo em seguida.


Estrutura interna de um flagelo ou de um cílio

Os flagelos são estruturas permanentes, compridas e em número reduzido.
Os cílios e os flagelos são estruturas citoplasmáticas anexas à membrana plasmática das células, tendo origem a partir do prolongamento dos centríolos, constituídos de proteínas motoras (dineínas) formando um conjunto de microtúbulos.

O comprimento é variado, sendo os cílios mais curtos e em maior quantidade na superfície da célula, enquanto os flagelos são mais longos e geralmente pouco numerosos.

A função desempenhada pelos cílios e os flagelos é basicamente locomotora, a exemplo dos organismos unicelulares protistas e espermatozóide. Contudo, os cílios também estão presentes em tecidos do trato respiratório (na traquéia), onde realizam função de defesa (retenção e eliminação de partículas e microorganismos).

A composição de ambos é similar, partindo da extremidade basal (cinetossomo ou corpúsculo basal) três grupos de filamentos protéicos, os microtúbulos. Da região mediana em diante, apenas dois desses filamentos se estendem, permitindo maior flexibilidade ao movimento.

Os pseudópodes são vextensões fluídas do citoplasma de seres unicelulares, especialmente daqueles do filo protista dos rizópodes, utilizadas para a alimentação e a locomoção.
Introdução

Os protozoários são animais invertebrados, unicelulares (compostos por apenas uma célula) e eucariontes (com núcleo celular organizado). Integrantes do Reino Protista, estes animais se movimentam através de flagelos, pseudópodes (pés falsos) ou cílios. Muitas espécies de protozoários são microscópicas.

Principais espécies de protozoários:

Rizópodes
A movimentação ocorre através de pseudópodes e muitas espécies causam doenças nos seres humanos.
Exemplos: ameba (causadora da doença amebíase).

Flagelados
A movimentação ocorre através de flagelos. Também são capazes de provocar doenças nos seres humanos.
Exemplos: giárdia (causadora da giardíase), leishmania (causadora da leishmaniose) e tripanossoma (causador da Doença de Chagas).

Esporozoários
São invertebrados unicelulares que vivem como parasitas.
Exemplos: Plasmódio (causador da malária).

Ciliados
O movimento destes animais é realizado através dos cílios.
Exemplo: balantídeos (causador de desinterias).
CARACTERIZAÇÃO

Os seres classificados no Reino Protista são unicelulares, microscópicos e suas células são eucarióticas, portanto com núcleo verdadeiro. Eles podem ser autótrofos (grego autos = por si mesmo; trophé = nutrição) ou heterótrofos.

Podemos dividir o Reino Protista em dois grupos:

1. Algas
2. Protozoários

1 - ALGAS

Os protistas autótrofos, organismos microscópicos, constituem a maior parte do plâncton marinho e dulcícula. São de fato os mais importantes produtores desses ecossistemas, isto é, pela fotossíntese, produzem os alimentos que direta ou indiretamente garantem a vida de todos os demais seres. Eles também são chamados de algas unicelulares.

As algas unicelulares pertencentes ao Reino Protista distribuem-se por três divisões:

Chrysophyta (diatomácias e crisofítas)
Euglenophyta (euglenóides)
Pyrrophyta (dinoflagelados)
Pode-se referir às algas como crisofíceas ou crisófitas, por exemplo, valendo esta nomenclatura para as outras classes:

Crisófitas (grego chrysos = ouro; grego phykia = alga)

São as algas douradas, representadas principalmente pelas diatomáceas

Euglenófitas (grego eu = bem; grego glene = encaixe)

São algas esverdeadas que possuem um ou dois flagelos, vivem principalmente em água doce. O principal representante é a Euglena

Pirrófitas (grego pyrrhos = avermelhado, cor de fogo)

São as "algas de fogo", assim chamadas por causa da cor avermelhada que possuem. Algumas vivem em água doce mas a maioria é marinha. Um exemplo interessante de pirrófita é a Noctiluca, que possui luminescência, sendo responsável, em grande parte, pela luminosidade do mar e da areia molhada, que se pode observar facilmente à noite.

2 - PROTOZOÁRIOS

Antigamente referia-se ao Filo dos Protozoários. Atualmente o termo protozoário tem sido empregado como uma designação coletiva, sem valor taxonômico. Os antigos Subfilos passaram a ser os atuais Filos.

A classificação dos protozoários é feita com base nas estruturas de locomoção que apresentam.

Os principais Filos de protozoários são:

SARCODINA (SARCODÍNEOS)

Locomovem-se através de pseudópodos.

Exemplo.: as amebas

MASTIGOPHORA (MASTIGÓFOROS)

Locomovem-se através de flagelos. Também conhecidos como flagelados.

Exemplo.: tripanossomo

CILIOPHORA (CILIADOS)

Locomovem-se através de cílios.

Exemplo.: paramécio

SPOROZOA (ESPOROZOÁRIOS)

Não possuem estruturas de locomoção.

Exemplo.: plasmódio.

Os protozoários (grego protos = primeiro; grego zoon = animal) formam um grupo numeroso, com uma grande variedade de formas, adaptadas aos mais diferentes modos de vida. Eles ocorrem em praticamente em todos os ambientes aquáticos e terrestres. Existem espécies de vida livre e parasitas.

As células dos protozoários são chamadas de “células-organismo”, pois são capazes de executar todas as funções que os seres pluricelulares são feitas por células ou órgãos especializados.


( clique para ampliar )

Os protozoários podem se locomover por pseudópodos, cílios e flagelos, embora haja também espécies sem locomoção.

Os pseudópodos (grego pseudo = falso; grego podos = pé) são expansões de citoplasma que permitem um lento deslizamento do organismo. Esses pseudópodos se alongam e alargam, e assim mudam constantemente a forma da célula durante o deslocamento.

Os cílios são filamentos curtos que ocorrem em grande número por célula, enquanto os flagelos são longos e cada célula apresenta apenas um ou alguns poucos. Nos dois casos eles batem coordenadamente e possibilitam a natação do organismo numa determinada direção.

Muitos protozoários são parasitas do homem causando diversas doenças. Veja no quadro a seguir as principais:

Espécie Classe Doença Sintomas Transmissão
Entamœba histolytica Rizópodo Amebíase Ulcerações intestinais, diarréia, enfraquecimento Ingestão de cistos eliminados com as fezes humanas.
Trypanosoma Cruzi Flagelado Doença de Chagas Problemas no coração, inchaço do baço e fígado, mal estar Fezes do inseto barbeiro (Triatoma sp.)
Leishmania brasiliensis Flagelado Úlcera de Bauru Ulcerações (feridas que não cicatrizam) no rosto, braços e pernas Picada do mosquito palha (Phlebotomus sp.)
Trichomonas vaginalis Flagelo Tricomoníase Vaginite, uretrite, corrimento Relação sexual ou toalhas e objetos úmidos contaminados
Giardia lamblia Flagelado Giardíase Dores abdominais, diarréia Ingestão de cistos eliminados com fezes humanas
Plasmodium vivax Esporozoário Malária Febres, anemia, lesões no baço e no fígado Picada de mosquito-prego (Anopheles sp.).
Fonte: educar.sc.usp.br

REINO PROTISTA

Os organismos unicelulares eucariontes, representados pelos protozoários - como amebas e paramécios - e certas algas unicelulares - como euglenafíceas, pirrofíceas e crisofíceas -, constituem o reino Protista.

Sendo eucarionte, os protista são portados de núcleo individualizado - delimitado por membrana nuclear denominada carioteca e de organelas citoplasmáticas bem definidas. Essas características permitem a distinção entre protista e moneras.

PROTOZOÁRIOS (FILO PROTOZOA)

Os protozoários são eucariontes unicelular desprovidos de clorofila, que vivem isolados ou formando colônias, nos mais variados tipos de hábitat. Podem ser aeróbicos ou anaeróbicos e exibir vida livre ou associar-se a outros organismos. Neste último caso, alguns se comportam como simples comensais, isto é, sem causar danos se alojam no organismo hospedeiro, nutrindo-se de seus restos alimentares. É o caso da Entamoeba coli, protozoário comensal que pode ser encontrado no intestino humano. Outros se comportam como mutualísticos, isto é, estabelecem com o hospedeiro uma relação de benefícios mútuos; é o caso do Trichonympha collaris, que vive no intestino de cupins, onde promove a digestão da celulose, auxiliando assim a nutrição desses animais; em troca, o protozoário encontra no inseto alimento e hábitat adequado para sua sobrevivência. Alguns atuam como parasitas do homem e de outros seres vivos.

Os protozoários são microscópicos, mas existem exceções que podem ser visualizadas a olho nu, como o Spirostomum, que mede cerca de 5 milímetros de comprimento.

CLASSIFICAÇÃO DOS PROTOZOÁRIOS

Os protozoários podem ser fixos ou se deslocar através de cílios, flagelos ou pseudopodes.

De acordo com o tipo e a presença ou não dessas organelas locomotoras, os protozoários classificam-se em:

Rizópodes ou sarcodíneos - locomovem-se através de pseudópodes
Flagelados ou mastigóforos - locomovem-se de flagelos
Ciliados - locomovem-se através de cílios
Esporozoários - desprovidos de organelas locomotoras.

RIZÓPODES OU SARCODÍNEOS

As amebas são os principais representantes dos rizópodes, protozoários que se deslocam e se alimentam através de pseudópodes. A maioria é de vida livre, podendo ser marinhas ou dulcícolas (de água doce, como rios, represas, poças, tanques, lodo e mesmo terra úmida).

A emissão de pseudópodes permite a locomoção e a captura de alimento por parte das amebas. Ao detectarem a presença de um alimento qualquer, como algas ou protozoários menores, as amebas deslocam-se até ele englobando-o com seus pseudópodes, fenômeno conhecido por fagocitose.

Nas amebas dulcícolas, além das organelas comuns de uma célula típica, constata-se a presença de um vacúolo denominado contrátil ou pulsátil. Considerando a Amoeba proteus, uma ameba comum de água doce, verifica-se que seu fluído citoplasmático é hipertônico em relação ao meio onde viva. Isso determina um fluxo de água, por osmose, do meio ambiente para p interior da célula. Esse fluxo, sem dúvida, acabaria por promover a ruptura celular, não fosse a atividade reguladora do vacúolo pulsátil. De fato, esse vacúolo recolhe o excesso de água que penetrou na célula e, através de movimentos de pulsação, elimina essa água para o meio externo. Nas amebas marinhas - cujo habitat não apresenta esse tipo de problema, já que a concentração salina da água é semelhante à concentração do fluído citoplasmático desses protozoários - o vacúolo pulsátil seria funcionalmente inativo, o que justifica a ausência dessa organela em tais protozoários.

A Entamoeba histolytica vive no intestino humano, onde atua como parasita. Essa ameba pode ser adquirida através da ingestão de cistos, formas resistentes que surgem condições ambientais inadequadas, presentes em água e alimentos contaminados. No intestino grosso, o cisto é dissolvido através de enzimas, e a Entamoeba histolytica prende-se então à parede intestinal atingindo capilares sangüíneos, fagocitando glóbulos vermelhos (hemácias) para nutrir-se. Surgem ulcerações intestinais e diarréias, quadro clinica básico da disenteria amebiana. Caso a ameba consiga atravessar a parede intestinal, pode, através da corrente sangüínea, alojar-se em órgãos como pulmões, fígado e cérebro, provocando graves lesões que identificam o quadro clínico da amebíase.

A profilaxia da amebíase é de difícil execução, pois não depende apenas do tratamento da matéria fecal e do lixo, mas também da proteção da água potável e dos alimentos, da higiene pessoal e principalmente da educação sanitária. Mesmo em países ricos e de higiene pública adequada, como os Estados Unidos, aparece grande número de pessoas contaminadas.Portanto em países do Terceiro Mundo, como o Brasil, Peru e Colômbia, as dificuldades para uma profilaxia são ainda maiores. Nos grandes centros urbanos , a amebíase, um grave problema sanitário, agrava-se e deve ser combatida principalmente com a distribuição da rede de esgoto para toda a cidade e com o tratamento do lixo. É sempre fundamental o uso de instalações sanitárias adequados, tratamento de água, higiene pessoal e lavagem cuidadosa dos alimentos, sobretudo frutas e verduras, e uma grande campanha de educação sanitária que atinja toda a população.

CILIADOS

São protozoários portadores de cílios que se prestam à locomoção e captura de alimentos. Os ciliados são considerados os protozoários mais especializados pois apresentam muitas organelas, que garantem a realização dos mais diversos vitais. Abundantes em água doce e salgada, exibem vida ou associada a outros seres vivos.

Os ciliados são muito utilizados em experimentos diversos, uma vez que apresentam porte relativamente grande e sua criação é fácil. Os mais conhecidos pertencem ao gênero Paramecium, em que se destacam as espécies Paramecium aurelia e Paramecium caudatum.

Para descrição do grupo, utilizaremos os ciliados do gênero Paramecium. Enquanto as amebas obtêm seu alimento por fagocitose, através de qualquer parte da superfície celular, os ciliados alimentam-se por meio de uma depressão da superfície, denominada sulco oral. No final do sulco oral existe uma estrutura chamada citóstoma ("boca" da célula). O movimento dos cujos provoca turbilhonamento na água, que facilita a penetração de uma eventual partícula alimentar no sulco oral; o alimento atravessa então o citóstoma e penetra numa região denominada citofaringe. No final da citofaringe o alimento é definitivamente adquirido pelo paramécio formando um vacúolo digestivo. Após a digestão e absorção do nutrientes, os digestivos são eliminados para o através de um poro denominado citopígeo ou citoprocto. Há ainda um vacúolo pulsátil, que elimina o excesso de água.

O Balantidium coli, outro tipo de ciliado, é o maior protozoário que parasita o homem, sendo causador de disenteria. Embora não ocasione lesões graves no organismo hospedeiro, muitos casos podem apresentar sintomas tão semelhantes ao da disenteria amebiana que o diagnostico apenas se torna claro pela identificação do balantídio nas fezes do indivíduo infectado. Seus hospedeiro naturais são o porco, o cavalo, o macaco e o rato selvagem, sendo que no porco não aparecem o sintomas de infecção. Pois com este animal o balantídio desenvolve exclusivamente uma relação de comensalismo, alimentado-se apenas do conteúdo intestinal, rico em substâncias amiláceas (que contem amido) . A transmissão ao homem se dá principalmente pela ingestão de cistos do protozoário, através de alimento ou água contaminada tanto por portadores da infecção como por fezes de animais com balantídio. A prevenção é basicamente a mesma indicada para a Entamoeba histolytica.

ESPOROZOÁRIOS

Os esporozoários são protozoários parasitas desprovidos de organelas de locomoção e vacúolos pulsáteis. Entre as doenças causadas por esses microorganismos, citamos a malária humana e a coccidiose em aves e coelhos.

A malária é causada por esporozoários do gênero Plasmodium, que são inoculados no homem através da picada das fêmeas do gênero Anopheles, infectadas. Quando o mosquito (transmissor ou vetor) pica um indivíduo, injeta-lhe um pouco de saliva que contem substâncias anticoagulares. Caso o mosquito esteja infectado, juntamente com a saliva são injetados esporos infestantes dos plasmódios. Esses esporos alcançam a corrente sangüínea do homem e se instalam em órgãos diversos, como o fígado e o baço, onde ficam inoculados por vários dias. Após o período de incubação, os esporos retornam à corrente sangüínea e penetram nas hemácias, onde se reproduzem assexuadamente. As hemácias então se rompem e liberam para o sangue novos plasmódios, que passam a infectar novas hemácias sadias, repetindo-se o processo. O ataque de frio e febre observado nas pessoas doentes coincide com a liberação dos plasmódios infestantes e parece da ação de substâncias tóxicas no sangue, liberadas por ocasião da ruptura das hemácias infestadas.

Depois de algumas gerações, certos plasmódios transformaram-se em formas sexuadas denominadas gametócitos. Essas formas poderão ser adquiridas pelo mosquito, ao sugar o sangue de um novo indivíduo doente. No interior do tubo digestivo do inseto, os gametócitos completam seu desenvolvimento e se transformam em gametas, que originam zigotos. Cada zigoto produz muitos plasmódios, que acabam se instalando nas glândulas salivares do Anopheles e podem ser transmitidos a outras pessoas sadias, recomeçando o ciclo.

O ciclo evolutivo do Plasmodium compreende, portanto, duas fases:

Fase assexuada

Ocorre no interior das hemácias; por alojar a fase assexuada, o homem é considerado hospedeiro intermediário

Fase sexuada

Ocorre no tubo digestivo do mosquito, que é então considerado hospedeiro definitivo.
INTRODUÇÃO

Tradicionalmente, os organismos vivos foram divididos em dois reinos claramente distintos: as plantas e os animais. Neste tipo de classificação, as plantas eram todos os organismos fixos e sem uma forma claramente definida, capazes de fabricar matéria orgânica a partir de fontes inorgânicas – autotrofia -, enquanto os animais eram todos os restantes organismos, devida livre, com forma definida e dependentes da matéria orgânica (plantas ou outros animais) para a sua nutrição – heterotrofia.

Há medida que mais dados iam sendo recolhidos, principalmente de estrutura microscópica e metabolismo, a sua maioria confirmava a total separação dos dois grandes reinos. Assim, as plantas apresentavam todas espessas paredes celulares celulósicas, enquanto as células animais apresentavam outros compostos no seu interior.

Esta divisão simples dos organismos parecia tão óbvia e bem definida para os organismos macroscópicos que o problema causado pelos fungos, que não pareciam encaixar bem nas plantas, era facilmente esquecido.

CLASSIFICAÇÃO EM DOIS REINOS (ARISTÓTELES E LINEU, SÉC. IV - XVIII)

Após a invenção do microscópio por Van Leeuwenhoek, a sua utilização na investigação revelou uma miríade de organismos microscópicos, não visíveis a olho nu. Rapidamente ficou claro que a distinção entre animais e plantas não podia ser facilmente aplicada a este nível. Alguns deste seres podiam ser facilmente comparados com algas macroscópicas e incluídos nas plantas, outros poderiam ser incluídos nos animais mas ainda restavam muitos com combinações estranhas de características de animal e de planta.

Para complicar ainda mais a situação, a teoria de Darwin da evolução tinha sido aceite como representativa da realidade, e considerava que todos os organismos tinham um ancestral comum. Era óbvio que um ancestral comum às plantas e aos animais não poderia ser nenhum deles, sendo necessário criar um novo grupo onde se pudesse incluí-lo.

A solução foi proposta pelo cientista alemão Ernst Haeckel, que realizou estudos microscópicos da enorme variedade de organismos unicelulares, tendo concluído que as primeiras formas de vida teriam sido muito simples, sem a complexidade estrutural que já observava nos unicelulares que estudou. Chamou a esses organismos primitivos moneres, tendo-os dividido em zoomoneres (bactérias) e phytomoneres (cianobactérias). O desenvolvimento de células mais complexas, contendo núcleo, era, na sua opinião, o resultado de diferenciação do citoplasma.

Para acomodar estes moneres, bem como outros organismos unicelulares, Haeckel criou um terceiro reino a que chamou Protista. Neste reino colocou todos os seres que não apresentavam tecidos diferenciados, incluindo seres unicelulares e coloniais.

Haeckel reconheceu uma série de subdivisões no seu Reinos-da-Vida. A principal subdivisão era entre os grupos semelhantes às plantas – Protophytes – e os semelhantes aos animais – Protozoa -, reconhecidos pelos seus pelos seus metabolismos diferentes. Também necessitava de um terceiro grupo onde colocar todos os protistas que não eram claramente semelhantes às plantas ou aos animais, os protistas atípicos. A distinção entre células com e sem núcleo estavam subordinadas a estas três categorias, com os organismos sem núcleo a formar um pequeno grupo dentro dos protistas atípicos.

Haeckel salienta várias vezes que a distinção entre animais e plantas era artificial, mantida apenas por respeito à tradição vigente, mas sem relevância para a filogenia dos grupos. Através das árvores filogenéticas que construiu, é claro que considerava que os Protozoa um grupo polifilético, que surgiu várias vezes através da perda de metabolismo autotrófico que Haeckel assumia, com base puramente teórica, que existia nos organismos ancestrais.

O terceiro reino de Haeckel, o Reinos-da-Vida, não foi aceite de forma geral, talvez porque o seu próprio criador estivesse relutante em quebrar a tradição dos dois reinos.

CLASSIFICAÇÃO EM TRÊS REINOS (HAECKEL, 1834)

O sistema de Copeland foi expressamente criado para ser natural, representado, da forma mais aproximada possível, a organização do mundo vivo. Baseia-se me dados de estrutura celular, constituintes químicos e a ontogenia dos organismos. Na sua visão, os organismos sem núcleo adquiriram, de alguma forma, esse organito e a diversidade dos organismos nucleados é um outro avanço. Na sua classificação, o Reinos-da-Vida de Haeckel é dividido em Mychota e Protoctista.

O reino Mychota inclui todos os organismos procariontes e o reino Protoctista todos os eucariontes que não são animais ou plantas.

O reino Plantae inclui todos os organismos com cloroplastos verdes, um conjunto claramente definido de pigmentos e que produzem sacarose, amido e celulose. Assim, neste sistema, as algas verdes são incluídas nas plantas, enquanto as algas vermelhas e castanhas, bem como os fungos e todos os unicelulares restantes fazem parte do reino Protoctista.

Para Copeland, as algas verdes representam a origem evolutiva das plantas superiores, que são incluídas no reino das plantas. A origem dos animais parece mais obscura: o mais perto que chega de identificar um grupo ancestral dos animais superiores é colocar a hipótese de que os coanoflagelados representam a origem evolutiva das esponjas e, seguidamente, de todo o reino animal. Os protoctistas derivam das cianobactérias, razão da origem única da fotossíntese.

No sistema de Copeland, três grupos são reconhecidos com base na presença de características mas os Protoctista são definidos negativamente: tudo que tenha núcleo e não é animal nem planta. Isto torna os Protoctista não um grupo distinto mas uma espécie de caixote do lixo para criaturas que não cabem nos restantes grupos, um conjunto parafilético sem identidade evolutiva.

Copeland tinha consciência disso mas a sua separação dos procariontes num reino é actualmente aceite sem reticências. A falta de naturalidade do reino Protoctista levou à proliferação de tentativas para reconhecer grupos mais naturais com estatuto semelhante ao das plantas e dos animais.

CLASSIFICAÇÃO EM QUATRO REINOS DE COPELAND (1956)

O sistema de Whittaker reconhece cinco reinos, os mesmos quatro de Copeland e um reino separado para os fungos – Fungi -, que Copeland incluiu nos Protoctista.

Para além disso, Whittaker faz algumas alterações na forma como o que resta do reino Protoctista é circunscrito, em resposta à limitação pouco satisfatória de Copeland. Whittaker tenta dar uma definição mais positive do reino Protoctista limitando o reino a organismos unicelulares ou quando muito coloniais, mas não multicelulares. Os organismos multicelulares, como as algas vermelhas ou castanhas, são incluídas num dos reinos Plantae, Fungi e Animalia. Este sistema tem uma excepção nas algas verdes, que são todas incluídas nas plantas, apesar deste grupo conter organismos uni e multicelulares.

Ao mesmo tempo, ele altera o nome do reino de Protoctista para Protista, o que não está de acordo com a lei da prioridade mas que tem sido seguida por alguns autores, como forma de distinguir entre o reino com e sem organismos multicelulares.

Whittaker reconhece que esta delimitação torna os reinos Plantae, Fungi e Animalia polifiléticos, mas aceita esse facto, pois permite-lhe distinguir grandes linhas evolutivas com base em níveis de organização e modo de nutrição. Assim, Whittaker realça os três possíveis modos de nutrição, fotossíntese (autotróficos), absorção (saprófitos) e ingestão (heterotróficos), em vez das relações filogenéticas. A classificação de Whittaker é, portanto, uma classificação ecológica e não filogenética.

CLASSIFICAÇÃO EM CINCO REINOS DE WHITTAKER (1969)

O sistema de classificação de Lynn Margulis baseia-se no conhecimento sobre a estrutura submicroscópica das células e seus organelos, bem como vias metabólicas, incorporando a descoberta de muitos tipos altamente diferenciados de bactérias. Apesar de o seu sistema também incorporar uma elaborada teoria de evolução da estrutura celular por endossimbiose, difere apenas em alguns detalhes das classificações de Copeland e de Whittaker.

Na classificação de Copeland, não se dava especial atenção à distinção entre organismos com e sem núcleo, mas em classificações posteriores esta tornou-se uma condição crucial. Margulis distingue os chamados super-reinos ou domínios Prokarya e Eukarya, sendo o ultimo caracterizado por apresentar genoma composto, sistemas de mobilidade intracelular e a possibilidade de fusão celular, que leva a um sistema de genética mendeliana e sexo. O domínio Prokarya, por outro lado, é agrupado com base na ausência de um sistema sexual desse tipo.

Dentro dos Eukarya, ela distingue os mesmos grupos que Whittaker: protoctistas, plantas, animais e fungos. Neste caso, os protoctistas são novamente definidos negativamente, o que volta a tornar as plantas, animais e fungos monofiléticos.

Nos Prokarya, a diversidade de vias metabólicas e a reconhecida divergência evolutiva (como demonstrada pelas sequências de RNA) não deu origem a categorias elevadas. A distinção entre Archaea e Eubacteria é abafada sob o nome de bactérias e expressa a um nível inferior ao da distinção entre fungos, animais e plantas.

CLASSIFICAÇÃO EM DOIS DOMÍNIOS DE MARGULIS (1988-1996)

Uma classificação ligeiramente diferente foi proposta por Mayr (1990), que concorda com Margulis em relação à distinção entre procariontes e eucariontes, mas vai mais além e propõe que se reconheçam os subdomínios Archaea e Bacteria, dentro dos procariontes. Uma subdivisão semelhante é feita nos eucariontes, com os Protista e os Metabionta, para organismos unicelulares e multicelulares, respectivamente. Mayr dá especial atenção, portanto, a semelhanças e diferenças em morfologia e não às relações filogenéticas.

Os procariontes são unidos com base na semelhança de organização celular, ignorando a diversidade de metabolismos e as relações evolutivas deduzidas a partir de sequências de DNA. Também os protistas são unidos com base na falta de multicelularidade, novamente ignorando a sua enorme diversidade em muitos outros aspectos. Ambos os taxa estão em perigo de se tornar parafiléticos.

No entanto, a principal divergência entre esta classificação e uma classificação filogenética não é o surgimento destes dois grupos parafiléticos mas antes o facto de o subdomínio Metabionta ser reconhecido com base apenas numa característica, a multicelularidade. Esta característica surgiu independentemente nos três grupos que o compõem, tornando este subdomínio completamente polifilético.

CLASSIFICAÇÃO EM 4 SUBDOMÍNIOS DE MAYR (1990)

Essencialmente com base na comparação de sequências de RNA ribossómico, Woese e seus colegas concluíram que os procariontes não eram um grupo coeso do ponto de vista evolutivo, mas antes composto por dois subgrupos principais, cada um dos quais difere entre si e dos eucariontes. Esta diversidade evolutiva reflecte-se no genoma e, por sua vez, na bioquímica e na ecologia.

Assim, propuseram a substituição da divisão do mundo vivo em dois grandes domínios (procariontes e eucariontes) por uma subdivisão em três domínios: mantiveram os tradicionais eucariontes como o domínio Eucarya, mas em vez dos tradicionais procariontes surgem os domínios Archaea e Bacteria, ao mesmo nível que os Eucarya. A sua classificação reflecte a ideia de que a árvore da Vida tem três e não apenas dois ramos.

No entanto, esta classificação não reflecte completamente a sua visão sobre qual dos três ramos é mais basal. Na filogenia em que baseiam a sua classificação, o ramo mais basal é o que conduz ao domínio Bacteria, sendo posterior a ramificação dos dois restantes grupos posterior, o que os torna mais relacionados entre si do que cada um deles com as bactérias. Esta relação próxima não se reflecte na classificação pois para esta filogenia ser aparente, Archaea e Eukarya teriam que ser agrupados num único super-domínio.

A posição da raiz da árvore da Vida junto das bactérias não é, apesar de tudo, pacífica. Foram propostas raízes alternativas, que implicariam diferentes relações filogenéticas e diferentes classificações, mas deixando sempre intocada a parte dos eucariontes, pelo que a maioria das classificações coloca os procariontes num único grupo do mesmo nível que o dos eucariontes. Esta é uma simplificação deliberada, que ignora o facto de que, obrigatoriamente, um dos grupos de procariontes está mais próximo dos eucariontes do que qualquer outro.

CLASSIFICAÇÃO EM TRÊS DOMÍNIOS DE WOESE (1990)

O esquema de seis reinos recentemente proposto por Cavalier-Smith é, em muitos aspectos, semelhante aos de Whittaker e Mayr, mas a semelhança é frequentemente superficial. Cavalier-Smith tenta um sistema mais estritamente filogenética, em que os grupos polifiléticos estão totalmente ausentes e os parafiléticos são evitados o mais possível.

Para alcançar este fim, ele tem que transferir um número de grupos que pertenciam aos Protoctista na maioria dos sistemas de classificação anteriores, para um dos outros reinos. Assim, neste sistema, cada um dos reinos que contém organismos multicelulares passa a conter um certo número de organismos unicelulares relacionados. Estas revisões são baseadas num conjunto ainda crescente de dados acerca das relações deduzidas da comparação de sequências de DNA e proteínas, bem como acerca da ultra-estrutura celular.

Nos procariontes, Cavalier-Smith salienta o número características ultra-estruturais em vez das sequências de RNA ribossómico usadas por Woese. Assim, as Archaea são incluídas como um subgrupo relativamente menor dentro do reino Bacteria. Dentro dos eucariontes, Cavalier-Smith reconhece cinco reinos.

O reino Animalia é relativamente inalterado, quando comparado com outros sistemas de classificação. Para além dos animais, também contém um grupo de parasites unicelulares, com base em que a unicelularidade é devida a uma regressão e não a um caracter original.

De forma semelhante, o reino Fungi também contém um grupo de parasitas, antes parte dos protoctistas. Alguns grupos, antes considerados fungos, foram transferidos para um novo reino designado Chromista. O reino Plantae expandiu-se para incluir as algas vermelhas, para além das tradicionalmente incluídas algas verdes. Este facto reflecte um cenário evolucionista em que a fotossíntese foi adquirida apenas uma vez, pela incorporação do cloroplasto num célula eucariótica, derivado de uma cianobactéria. Outras classificações, que colocam as plantas e as algas vermelhas mais afastadas, têm que assumir um cenário evolutivo onde os cloroplastos foram adquiridos independentemente várias vezes, ou totalmente perdidos ainda mais vezes.

O reino novo Chromista contém a maioria dos restantes grupos fotossintéticos, informalmente designados algas, bem como um grupo de outros grupos anteriormente colocados nos fungos e que se acredita terem perdido a capacidade fotossintética secundariamente. No cenário evolutivo, o cloroplastos foi adquirido pela fusão de uma célula autotrófica com uma célula não fotossintética, um acontecimento que levou ao surgimento de uma membrana extra em volta do organito.

Fonte: curlygirl.no.sapo.pt

REINO PROTISTA

Os primeiros eucariontes foram encontrados em fósseis com 1,5 mil milhões de anos, quando as bactérias e organismos afins já existiam há mais de 2 mil milhões de anos. Durante, pelo menos, 800 M.a. todos os eucariontes foram unicelulares.

Muitas linhas evolutivas de eucariontes multicelulares têm origem em ancestrais eucarióticos unicelulares, tal como existem organismos multicelulares em quase todos os grupos de protistas, no entanto, o reino Protista não existe na realidade. Os protistas apenas representam os grupos de eucariontes que restam após a retirada dos fungos, plantas e animais.

A visão humana da natureza é dominada por estes três grandes grupos, pois estes são comuns e fáceis de identificar. No entanto, as plantas, animais e fungos são apenas três das linhas evolutivas da profusão de grupos eucarióticos, sendo todos os outros os protistas. Parte da dificuldade em colocar os organismos no reino apropriado resulta da origem filogenética dos restantes reinos eucariontes, a partir dos protistas.

Os protistas (gr. Protos = primeiro) actuais são considerados os descendentes dos ancestrais dos organismos multicelulares, animais e plantas, que hoje conhecemos.

Os organismos incluídos neste reino são todos eucariontes, podendo ser unicelulares, coloniais ou multicelulares, embora estes últimos sejam pouco diferenciados.

Os protistas encontram-se em quase todo lado onde exista água, sendo importantes componentes do plâncton, uma comunidade de organismos que nadam ou vagueiam passivamente junto á superfície dos lagos e oceanos. Existem igualmente em meio terrestre, desde que haja humidade suficiente.

A grande maioria dos protistas é de vida livre mas existem relações de simbiose, mutualismo e mesmo parasitismo.

Quase todos são aeróbios, mas os que não têm mitocôndrias têm relações mutualisticas com bactérias aeróbias.

O tipo de nutrição e a reprodução são tão variados quanto se possa imaginar, apenas tendo comparação no Reino Monera. Existem formas fotossintéticas, que realizam absorção, ingestão ou mesmo os 3 tipos de alimentação simultaneamente.

Apresentam reprodução sexuada mas podem reproduzir-se assexuadamente por gemiparidade ou por cissiparidade. Algumas formas formam esporos resistentes.

Durante muitos anos as algas foram incluídas no reino das plantas, devido a possuírem parede celular e clorofila. Este grupo de organismos é o que mais dificuldades levanta aos taxonomistas.

Actualmente Whittaker incluiu-as no reino Protista devido a serem essencialmente aquáticas e terem grande simplicidade estrutural.

Algumas espécies são unicelulares mas existem pluricelulares e verdadeiros gigantes, como as algas castanhas do género Laminaria, que atingem os 60 metros de comprimento.

Por mais complexas que pareçam, são seres muito simples, não possuindo qualquer tipo de diferenciação interna, pelo que o seu corpo se designa talo.

A nível reprodutor, algumas algas apresentam ciclos de vida muito complexos mas não apresentam estruturas reprodutoras especializadas multicelulares e os seus gâmetas são libertados para a água, sendo a fecundação externa.

Um dos aspectos mais importantes, a nível reprodutor, e que permite distinguir as algas das plantas, é o facto das primeiras não fornecerem qualquer tipo de protecção ao zigoto em desenvolvimento.

Todas as algas são fotossintéticas, sendo responsáveis por cerca de 60% do total fotossintético do planeta (as plantas verdadeiras fazem o restante, pois a contribuição actual das cianobactérias é apenas importante localmente).

Os diversos tipos de pigmentos fotossintéticos e de substâncias de reserva permitem separa-las em diferentes filos ou divisões.
CÉLULAS DE PROTISTAS

Os protistas são as algas unicelulares e os protozoários. A célula de um protista é semelhante às células de animais e plantas, mas há particularidades. Os plastos das algas são diferentes dos das plantas quanto à sua organização interna de membranas fotossintéticas. Ocorrem cílios e flagelos para a locomoção.

Alguns protozoários, como certas amebas, têm envoltórios protetores, as tecas. Os radiolários e heliozoários possuem um esqueleto intracelular composto de sílica. Os foraminíferos são dotados de carapaças externas feitas de carbonato de cálcio. As algas diatomáceas possuem carapaças silicosas. Os protistas podem ainda ter adaptações de forma e estrutura de acordo com o seu modo de vida: parasita, ou de vida livre.


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Segundo a classificação do mundo vivo em cinco reinos ( Whittaker – 1969 ), um deles, o dos Protistas, agrupa organismos eucariontes, unicelulares, autótrofos e heterótrofos. Neste reino se colocam as algas inferiores: euglenófitas, pirrófitas ( dinoflagelados ) e crisófitas (diatomáceas ), que são Protistas autótrofos (fotossintetizantes). Os protozoários são Protistas heterótrofos.

Protozoários são seres microscópicos, eucariontes e unicelulares. Quando dividimos os seres vivos em Animais e Vegetais, os protozoários são estudados no Reino Animal e os fitoflagelados – que são protozoários – são estudados no Reino Vegetal. Os protozoários constituem um grupo de eucariontes com cerca de 20 mil espécies. É um grupo diversificado, heterogêneo, que evoluiu a partir de algas unicelulares.

Em alguns casos essa origem torna-se bem clara, como por exemplo no grupo de flagelados. Há registro fóssil de protozoários com carapaças (foraminíferos), que viveram há mais de 1,5 bilhão de anos, na Era Proterozóica. Grandes extensões do fundo dos mares apresentam espessas camadas de depósitos de carapaças de certas espécies de radiolários e foraminíferos. São as chamadas vasas


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Os protozoários são, na grande maioria, aquáticos, vivendo nos mares, rios, ta

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graziele
me desculpe mais eu nao sei essa resposta.

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graziele
me desculpe mais eu nao sei esse resposta.

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any
gual é a principal diferença, em termos de nutrição, entre as algas e os protozoários ?

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any
gual é a principal diferença, em termos de nutrição, entre as algas e os protozoários ?

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Anonimo- 201108
os reino protista sabe do q fala tudo

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Anonimo- 201109
quais protozoários eles são encontrados?

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oi
oi

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oi
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oi
oi

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cunha
pelos idiota eu nao sei trouxa bosta eu estudo na 6 serie
cala a sua boca idiota por que vc me fez essa pergunta
burra de marca mair e ainda por cima vc pergunta para
uma criança deve ser uma idiota mesmo para fazer esta
pegunta nunca mais fasa essa pergunta dinovo na internet
que eu te mato

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vc falou de mim? pk eu respondi esta pergunta? so pk minha resposta é grande? por @caio a 3 ano(s) atrás
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